2 de setembro de 2011

Estamos começando o mês de setembro. Com certeza a Biblia será nossa companheira de todas as horas e andara conosco em todas as comunidades. Que a Palavra de Deus ilumina a nossa mente e nos ilumine. Abra nossos lábias para que possamos possamos proclamar palavras de vida e verdade e toque o nosso coração para sentirmos a presença de Deus feito palavra no meio do povo.

1 de março de 2009

VOLTEM SEMPRE!

Estamos de volta depois de passar um bom tempo em nossas comunidades do Nordeste. Foi um tempo de reencontro com nossas irmãs de congregação e familiares.
Na volta tivemos a elegria de ter em nossa companhia Ir. Neves e Ir. Vitória, que aproveitaram para passar alguns dias de férias conosco. A companhia das duas muito nos alegrou, ficamos felizes em saber que voltaram felizes. Nossa comunidade está sempre aberta para acolhê-las.

13 de outubro de 2008

SÓ LENDO PRA CRER

Iniciamos nossa viagem a Labréa-AM, no sábado, 27 de setembro às 16hs. Chegamos a Labréa meia hora depois. No aeroporto de Porto Velho conhecemos o Pe. Eder de Canutama-AM, que seria nosso companheiro de viagem.
Em Labréa ficamos hospedadas na casa das Irmãs Agostinianas. Na mesma noite fomos a uma missa numa comunidade de S. Francisco. A Capela estava repleta. Nunca vi tanta criança e tanta palafita junta.
A cidade de Labréa é banhada pelo Rio Purus. Tem uma população de mais de 36.000 habitantes. Povos indigenas vivem na cidade sem muita estrutura.
A energia, em todas as cidades de “grande porte” que passamos, funciona a motor.
Em Labréa termina a BR 230 – “TRANSAMAZÔNICA”, ainda de barro impossibilita qualquer viagem por terra, no tempo das chuvas o único meio de sair é de avião, que funciona dois dias na semana, quando o avião não está quebrado. O período das chuvas vai de 6 a 8 meses. Portanto a estrada só é viável durante 4 meses e quando não chove neste período, o que costuma acontecer.
Labréa é o ponto de saída para muitos Municípios espalhados pelo estado do Amazonas. É lá também a sede da Prelazia, que atinge uma dimensão imensa, vindo até na fronteira com o Acre.
Passamos o domingo com as Irmãs, conhecemos alguns padres.. Naquele domingo a Prelazia estava comemorando 15 anos da Pastoral da Criança.
Na segunda-feira, 29 seguimos viagem para Canutama, numa voadeira, com o Pe. Eder. Ele é o Pároco de Canutama, tem 27 anos e é da igreja irmã de Vitória do Espírito Santo.
Saímos às 14hs e chegamos as 20h30. Se fossemos de barco levaríamos dois dias. Foi uma viagem bonita, mas cansativa e cheia de medo. O rio Purus é muito bonito. Dizem que é um dos rios mais ricos na fauna e flora. Cheio de jacarés, peixes que costuma devorar as pessoas quando caem na água com algum ferimento, são os candirus. Pelo menos jacarés, botos cinza e cor de rosa nós víamos ao longo do rio, além de várias comunidades ora em casas flutuantes ora em terras altas, mas sempre em palafitas, porque o rio sobe no tempo das chuvas.
Jantamos e dormimos na casa das Missionárias da Epifania, duas leigas consagradas vindas de Vitória-ES. No dia seguinte conhecemos a cidade de Canutama, com um pouco mais de 8.000 habitantes. No tempo das chuvas grande parte da cidade fica debaixo d’água. Têm muitos casos de verminose, malária e raquitismo, muitas pessoas morrem por causa destas doenças.
Na terça-feira, antes de partirmos fomos conhecer o barco. Vocês não imaginam a dificuldade para chegar até o barco. Quando as águas do rio baixam fica uma barreira enorme de barro, para descer até os barcos o povo faz uma escada de troncos roliços cravados na parede de barro, tornando-se uma escadaria bem íngrime e escorregadia. Na subida de volta, Renata se desequilibrou para trás eu fui tentar segurá-la, como não consegui descemos de lama abaixo, não tinha ninguém para nos ajudar caso tivéssemos caído no rio. E todas as escadas são assim sem falar quando tínhamos que entrar e sair da voadeira ou do barco. Que desafio! As pontes são peças de madeiras, dessas que a gente utiliza no telhado das casas. Os fios elétricos passam por dentro d’água, se cair fica ali mesmo. As subidas para entrar nas casas são tão em pé que cada vez que a gente ia sair, em algumas tinha que se sentar na madeira para descer.
À noite, pegamos o barco da paróquia e fomos conhecer o Foz de Tapauá. Éramos nove: o Piloto, o Padre, 5 seminaristas, Renata e Eu. Chegamos na quarta-feira às 10h, preparamos o almoço e começamos a nos acostumar com um calor infernal. Durante o dia não tinha lugar para ficar.
Foz de Tapauá tem uns 1000 habitantes. O lugar tem uma rua com casas flutuante e lá em cima fica outra rua com palafitas. No tempo das chuvas tudo fica alagado. O rio é a garantia de vida dos ribeirinhos. Lá nós celebramos com o povo a festa de S. Francisco. A maioria da população é protestante. Ao longo do rio visitamos algumas pequenas comunidades. À noite a capelinha ficava cheia vinha gente de todos os cantos do rio.
Energia é a motor e só funciona de manhã e a noite até 22h. Falta tudo. A comida básica é peixe, farinha e bicho de caça (proibido a caça).
O litro de gasolina custa R$ 3,15. Um repolho, quando tem chega a R$20,00... O custo de vida é muito alto. Para sair de Foz de Tapauá só de barco e nunca se sabe o dia que ele vai passar.
Voltamos no sábado pela manhã, depois da missa e procissão de S. Francisco, pois tínhamos que chegar em Canutama para votar. Como se algum candidato merecesse todo esse esforço.
Muitas coisas que havíamos lido sobre AMAZÔNIA vivenciamos durantes estes dias.
As dificuldades de acesso e o rio cheio de curvas e surpresas ajudam a preservar a natureza. Mas mesmo assim ela esta sendo agredida junto com seus habitantes.
Como pode um lugar tão bonito, tão encantador abrigar tanta pobreza, doença, abandono! Como pode um povo viver com tantos desafios, dificuldades! Quantas vezes minhas pernas se sentiram fracas e eu quase cai de costas, subido escadas de barro. Os mosquitos pregam na gente junto com a umidade que fica no corpo, estamos sempre molhadas e pregando. Muitas vezes tomava banho de roupa e deitava com a roupa encharcada para suportar o calor.
Voltando para Labréa, numa pequena voadeira, enfrentamos uma tempestade que os raios iluminavam o céu por todos os lados. Os pingos da chuva pareciam que ia penetrar na nossa carne, mas não podíamos parar. Nunca nos vimos no meio de tamanha tempestade. O que nos salvava eram as curvas do rio Purus. Quando chegamos à noite em Labréa, enfrentamos o que pensávamos ser nosso último desafio, subir aquela escada de rolos de madeira cheia de lama. Eu temia por Renata, mas minhas pernas e o peso da bolsa nas costas quase me levaram de volta ao rio.
Na terça-feira, sete, quando fomos pegar o avião, que já estava quebrado quando fomos para Labréa, a porta não fechava direito, avisaram que a manutenção não tinha sido concluída e que o vôo estava cancelado. No dia seguinte mandaram uns táxis aéreos para nos pegar. Entrava tanto vento pelas brechas da porta que chaguei com as costas quase congeladas, mas finalmente chegamos a Porto Velho e a Nova Mamoré.
Essa foi uma experiência enriquecedora para o nosso trabalho na luta pela preservação de nossas florestas, o alerta para o aquecimento global e nossa responsabilidade com a qualidade de vida na terra. Como cuidar da criação! Como transformar nosso coração de pedra em um coração de carne? Como fazer a criatura humana perceber que ela está destruindo toda a criação, inclusive a si próprio.
O que vimos nossos olhos não esquecerão jamais, as desigualdade entre filhos de um mesmo Pai, numa terra tão rica, tão bonita, com um povo cheio de encantos, de histórias que respeitam e protegem a natureza e fazem seu imaginário ganhar vida nas historias do boto cor de rosa, da cobra encantada, de curupira... Como pode os guardiões das matas e das águas e de tudo que nelas existem ainda serem explorados, enganados e terem nas lombrigas um perigo mortal, matando homens, mulheres e crianças.
Durante a viagem de volta para casa pouco falávamos. Era muita coisa para aprofundar. O silencio era nosso melhor companheiro. Buscávamos respostas para nossas inquietações. E as respostas vieram em forma de palavras escritas e ditas. Não podemos nos calar diante de tanta indiferença.

22 de setembro de 2008

SANTA EMÍLIA DE RODAT


Se estamos em missão, espalhadas por este mundo, inclusive aqui na região amzônica, é porque um dia esta mulher ouviu os lamentos do seu povo, teve a coragem de deixar tudo e responder "Sim" a Deus para servi-lo nos mais pobres. Seu testemunho atravessou mares e chegou até a America do Sul.
Nos unimos as nossas irmãs da Bolivia para homenagermos a fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

Foi aos 16 anos
que conheci Jesus Cristo.
Esse conhecimento maravilhou-me.”
Emília releu desta maneira a sua vida ao dirigir a sua autobiografia. Mas escreveu também: “Sou de uma família de santos.”Seguindo o exemplo de vários membros da sua família, em particular da avó materna, sua vida foi animada, desde a infância, por um amor a Deus e pelos pobres.Um dia, do ano de 1815, quando se encontrava na casa de uma enferma, em Villefranche de Rouergue – França, Emília descobriu o apelo de Deus que orientou toda a sua existência: as mães e os pobres falavam-lhe de suas filhinhas que não recebiam instrução nem tinham possibilidade de conhecer Deus, pois não possuíam os meios para de lhes proporcionar o ensino.Emília se sente tocada por Deus e funda nessa cidade um estabelecimento para dar educação cristã a essas crianças e diz: “Não pensei senão nos pobres ao fundar a Consagração.”Emília ofereceu tudo a Deus, abandonou-se a Ele com uma audácia que desafiou toda prudência humana, e pos em ação esta exortação do Evangelho: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais lhe será acrescentado.”

O AMOR NUNCA DIZ: É BASTANTE

Neste ano, nossa comunidade, comemorou a festa de Sta Emilia de Rodat com nossas irmãs da Bolívia. Chegamos a Guayaramirim no dia 18/09. As 19h30 participamos de uma bonita missa, o Padre falou muito bem de Sta. Emilia. Depois fomos em procissão até a casa de nossas Irmãs, com direito até a banda de música. Em casa deu se inicio ao velório. O pátio da casa estava enfeitado com balões, bandeirolas, altar para Sta. Emilia e repleto de pessoas simples, como Sta. Emilia gosta. Depois de uma bela celebração todos cantaram, dançaram e comeram, foram embora felizes por comemorar mais um ano nossa Santa.
No dia 19 fomos a Caritas onde as Irmãs têm um trabalho com as crianças carentes. Foi muito bonito. Ir. Gabi dirigiu a celebração, depois foi um momento de cantos e danças.